
Introdução
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é um dos clubes mais vitoriosos e respeitados do futebol brasileiro.
Fundado no século XIX, o Tricolor Gaúcho construiu uma trajetória marcada por tradição, raça, títulos e paixão.
Mais do que um time, o Grêmio é símbolo da identidade do povo gaúcho — determinado, trabalhador e fiel às suas origens.
De glórias continentais a vitórias históricas, o clube moldou um legado que atravessa gerações e mantém viva a fama do Imortal Tricolor.
As origens: o nascimento de um gigante (1903)
O Grêmio foi fundado em 15 de setembro de 1903, em Porto Alegre, por um grupo de jovens liderados por Cândido Dias da Silva.
A história começou de forma curiosa: após assistir a um jogo de futebol entre ingleses e alemães, Cândido ficou fascinado e decidiu criar um time na capital gaúcha.
O clube recebeu o nome Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e adotou as cores azul, preto e branco, que se tornariam símbolos de elegância e força.
Seu primeiro jogo aconteceu ainda em 1903, e logo o Grêmio se tornaria pioneiro no desenvolvimento do futebol no sul do Brasil.
Os primeiros títulos e a hegemonia regional (1904–1950)
Desde o início, o Grêmio mostrou organização e espírito competitivo.
Em 1919, conquistou o primeiro Campeonato Gaúcho, iniciando uma hegemonia que se manteria por décadas.
O clube foi também um dos fundadores da Federação Gaúcha de Futebol e se destacou por ter uma das primeiras estruturas esportivas do país.
Durante as décadas de 1930 e 1940, com ídolos como Lara, Sullivan e Tesourinha, o Tricolor consolidou-se como o maior clube do Rio Grande do Sul.
A modernização e o domínio nacional (1950–1980)
A partir dos anos 1950, o Grêmio se tornou referência em profissionalismo e torcida apaixonada.
Com a inauguração do Estádio Olímpico Monumental, em 1954, o clube ganhou uma casa à altura de sua grandeza.
Durante esse período, o Grêmio passou a ser chamado de “Imortal Tricolor”, pela sua capacidade de reagir diante das adversidades e vencer em situações improváveis.
Com Foguinho, Eurico Lara, Tarciso e Everaldo (campeão mundial com a Seleção de 1970), o time dominou o cenário regional e nacional.
A era de ouro e a conquista da América (1981–1983)
Os anos 1980 foram inesquecíveis para a torcida gremista.
Em 1981, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro, sob o comando do técnico Ênio Andrade e com craques como De León, Tita e Paulo Isidoro.
Dois anos depois, veio o auge: o título da Copa Libertadores da América de 1983 e o Mundial Interclubes, vencendo o Hamburgo por 2×1, com gols de Renato Gaúcho — que se tornaria ídolo eterno.
Essa fase consagrou o Grêmio como uma das maiores potências do futebol mundial.
O retorno ao topo e o Grêmio copeiro (1990–2001)
Nos anos 1990, o clube viveu uma nova era de glórias.
Sob o comando de Luiz Felipe Scolari (Felipão), o Grêmio conquistou a Copa do Brasil (1994), a Libertadores (1995) e o Campeonato Brasileiro (1996).
Com um time competitivo e aguerrido, formado por nomes como Paulo Nunes, Arce, Dinho e Carlos Miguel, o Grêmio consolidou sua fama de “time copeiro”, especialista em mata-matas.
Em 2001, venceu novamente a Copa do Brasil, reafirmando a força de seu DNA vencedor.
A reconstrução e o renascimento internacional (2016–2018)
Depois de anos de instabilidade, o Grêmio ressurgiu em grande estilo.
Sob o comando de Renato Portaluppi, o clube reconquistou a Copa do Brasil (2016) e voltou ao topo da América com a Libertadores de 2017, vencendo o Lanús na final.
Craques como Luan, Pedro Geromel, Kannemann e Marcelo Grohe marcaram essa geração de ouro.
Em 2018, o time ainda levantou a Recopa Sul-Americana, reafirmando o poder gremista no continente.
O Grêmio atual: estrutura, base e futuro
Hoje, o Grêmio é reconhecido pela gestão moderna, categoria de base sólida e infraestrutura de ponta.
O Estádio Arena do Grêmio, inaugurado em 2012, representa o novo capítulo de um clube que combina tradição e inovação.
Mesmo com rebaixamentos ocasionais, o Tricolor sempre retorna com força, sustentado por uma torcida fiel que transforma qualquer estádio em território gremista.
O espírito Imortal segue vivo — o Grêmio cai, se levanta e volta a lutar, sempre com o mesmo orgulho de suas origens.
7 curiosidades sobre o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
- Primeiro jogo em 1903: o Grêmio venceu por 1×0 usando uma bola trazida da Alemanha por Cândido Dias.
- Cores tricolores: o azul, preto e branco simbolizam força, harmonia e nobreza.
- Símbolo “Imortal Tricolor”: surgiu nos anos 1950 e define o espírito de luta do clube.
- Primeiro título da Libertadores: conquistado em 1983, com Renato Gaúcho em campo.
- Três Libertadores: 1983, 1995 e 2017.
- Torcida apaixonada: conhecida como uma das mais fiéis e organizadas do país.
- Arena moderna: a Arena do Grêmio é um dos estádios mais tecnológicos da América Latina.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Quando o Grêmio foi fundado?
Em 15 de setembro de 1903, em Porto Alegre (RS).
2. Quantas Libertadores o Grêmio conquistou?
Três: 1983, 1995 e 2017.
3. Quem é o maior ídolo da história do clube?
Renato Portaluppi (Renato Gaúcho) é considerado o maior símbolo gremista, como jogador e técnico campeão da América.
4. Qual é o estádio do Grêmio?
A moderna Arena do Grêmio, inaugurada em 2012.
5. Por que o Grêmio é chamado de “Imortal”?
Pela tradição de superar adversidades e voltar mais forte, mesmo em momentos de crise.
Conclusão
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é sinônimo de tradição, força e resiliência.
De 1903 às conquistas internacionais, o Tricolor construiu uma história de orgulho e superação.
O espírito Imortal do clube transcende gerações e continua inspirando o futebol brasileiro.
Ser Grêmio é viver intensamente — com garra, paixão e o coração tricolor pulsando a cada vitória.
Aviso importante
As informações apresentadas neste artigo têm caráter informativo e podem ser alteradas com o tempo.
Recomenda-se consultar fontes oficiais, como o site do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, CBF e CONMEBOL, para dados atualizados sobre títulos e estatísticas.
